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Escrito por £duardo Vi¢tor Di@s às 19h55
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RIO DE JANEIRO, UMA CIDADE DE PERNAS ABERTAS

“Rio de Janeiro, uma cidade de pernas abertas” ou “A democracia da Playboy”, fiquei em dúvida entre estes dois títulos, dois assuntos. Como há tempos que não posto nada, escreverei sobre ambos:


1.    Rio de Janeiro, uma cidade de pernas abertas: A impressão é que tudo no Rio é indecentemente exposto. Não falo de bundas, ou só de bundas, falo da desigualdade social monstruosa, do Leblon e da favela do Vidigal lado-a-lado, da violência, do descaso, da vontade de se dar bem a todo custo, do Cristo de braços abertos para a zona Sul e de costas para a zona Norte, do sentimento de oba-oba e da crença que o Brasil não tem mais jeito. O eterno carnaval carioca estaria no inconsciente do planeta, pois o Rio de Janeiro é a cidade mais feliz do mundo, segundo ranking da “Forbes”. É uma cidade bela, isto é inegável, mas muito judiada. O Rio é um filho adolescente rebelde, que de tão drogado já anda desacreditado pela família. Mas há clínicas por aí.

2.    A democracia da Playboy: O Brasil é um país machista. Ponto. É o país do futebol, do suor, da cerveja, do pau-brasil, do bumba-meu-boi, da zona, do oba-oba e do que mais de fálico você possa imaginar. A playboy é um caso a parte. No Brasil esta revista tem um status e um fascínio que não tem em nenhum outro lugar. Nem a original, a playboy americana, é assim. Nos EUA as coelhinhas são, em sua esmagadora maioria, atrizes ou cheerleadears. Nos outros países segue a mesma lógica. No Brasil, não. Aqui, Playboy é o carimbo do sucesso. É como se a mulher brasileira tivesse que ter coragem, competência e bunda. Fez reality-show? Playboy! Faz novela? Playboy! É bandeirinha? Playboy! Nome de fruta? Playboy! Cantora? Playboy! Escândalo político? Playboy! E por aí vai... A explicação? Não sei. Só sei que nossas mulheres mais influentes não tem maiores problemas para satisfazer o voyeurismo destes doces bárbaros machistas. Talvez seja vaidade.


 

Eduardo é engenheiro e atualmente vê o mundo

a partir do Rio de Janeiro



Escrito por £duardo Vi¢tor Di@s às 00h53
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